Uma gaivota voava, voava....



"...Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Solleil

Nesta foto quase lhe apanhava os raios, e com tanta insistência, tive direito a um comentário de uma idosa que por ali passava!

vida

Horas de vida, hoje tenho vontade de chorar ao contrário da noite passada que queria gritar de euforia, foi tanta que me fez adormecer ao volante às 8 da manhã com péssimo resultado, salvaram-me os 40 quilometros hora de marcha! e o senhor porreiro, que preencheu a declaração amigável, na cozinha da sua casa, oferencendo-me àgua, e cigarros....
Momentos de reflexão inclinam-se para a mudança de vida, e determinados comportamentos, é muito giro conhecer a Carla nas noites longas, fechar os olhos e ainda sentir o seu perfume intenso, descer a rua Almeida Garrett, conhecer a menina loura, de olhos azuis, que me diz que já não é menina, que tem uma filha, teve um casamento que não deu certo, que me pergunta o nome e ficou apenas com a resposta do meu sorriso e um abraço, adeus!
Não vai ser um desafio, é uma postura que tenho andado a perder em troca de outra, que vai ser o meu lema, umas metas que têm de ser alcançadas depois da invernação, a tal atitude que a Sonya falou, que é feito dessa menina?
Vou deixar de procurar para ser procurado, pode ser? esperar por ti, e sentir as tuas mãos carinhosas no meu rosto, mãos sentidas....ouvir mais música no meu espaço, ouvir mais U2, e as musikelas do Abrunhosa que me deixam tranquilo, vestir preto mais vezes, exercitar o cérebro, adquirir outro espaço ainda mais pessoal, pode ser mais pequeno, a dimensão pouco importa, tenho 3 lugares de eleição, o primeiro é Coimbra, depois Figueira da Foz, e Aveiro, vou pedir aumento ou mudar de emprego, quero mudar o rumo de vida, já! posso?

Sem forças

De olhos fechados, penso no poder da mente em fazer-te ouvir as palavras que nunca te disse.
Denúnciar todos os pensamentos que outrora deixaram noites em branco, que rápidamente passaram a loucuras.
Loucuras de um louco, tresloucado que fez magia dos seus pensamentos, que criou um mundo perceptível aos olhos do criador...
Ventos e os tempos levaram-te para o mundo que idealizas-te com criadores diferentes, desapareces-te sem deixar rasto, sem nada dizer...
As loucuras da vida deixam-me sabedoria que rápidamente quero esquecer, muitas das vezes abandono-as... quero ficar burro para não ficar louco... assim, sem pensar!! ..como tu, como ele ou ela...como vós, que não pensam nem observam, mas crescem rapidamente em massa, sem dar conta, sem dar flor...nem sequer dar fruto, hasta!!

há coisas destas - sonho

Direcções e tempos diferentes, perdidos entre os pensamentos escondidos, procuramos o que idealizamos, com sono, sem sono, cansados, esgotados, amarrados percorremos as ruas da vida sempre sem sentido, em círculos sem fim, perdidos nas portas que nos passam a frente que não nos levam ao local de partida, é irreversível, resta-nos sentarmo-nos à espera que a roda pare e escolhamos a porta que nos levará à partida, os enganos que a àgua nos trouxe para a fuga do desconhecido traz-nos receios e faz-nos virar as costas e voltarmos para o passado. Quero adormecer agora mesmo, sem nunca me lembrar de onde parti, acordar e rir que foi apenas um sonho, um sonho da noite passada que não sei se faço confusão com outra coisa qualquer...

after hours

ao fundo da rua estão 3 degraus
percebes-te a minha presença, na madrugada de ruídos
devagar, apareces-te junto a mim discretamente
senti o teu peito grande sem querer, depois o outro porque quiseste
as palavras confusas, minhas e tuas
a dança quase no fim para mim
talvez o prolongamento para alguém
ofereci o que tinha, aceitas-te o que quiseste
deixei o cenário, querias vir comigo?
o teu olhar discreto foi a tua resposta inteligente
gostei da tua roupa, e do teu cabelo ruívo,
da tua voz, e da forma como me olhas-te,
na rua Almeida Garrett!

Dia Mundial dos Oceanos

Bilhete de Bordo - 1 Viagem

Acordei, olhei o meu lado esquerdo e apenas vi 2 sapatos pretos e uma t-shirt encostada à porta no canto do degrau... preocupado levantei-me, o sol teimava em continuar a aquecer a cabeça, senti uma pequena tontura, inclinei-me e vi que afinal o gajo estava ao meio da rua da Alegria, como quem desce para o largo da portagem, olhava para o chão enquanto baralhava as palavras que ao mesmo tempo respondia à senhora que lhe perguntava se precisava da ajuda....

Depois de termos dado 2 voltas à cidade sem destino, paravamos cada vez que nos dava o sono, ao cimo das escadas onde os degraus eram macios do desgaste dos milhares de sapatos que por ali passaram, a primeira paragem foi à porta de uma loja de comércio de louças decorativas, deitei-me, o casaco serviu de almofada, e a manga em cima dos olhos para esconder a luz do dia, foi até ao momento de alguém dizer que ali não era sitio de dormir! ainda deu para rir, e para pousar para uns turistas que acharam graça à ideia, ao mesmo tempo que tiravam umas fotos. Mais um lance de passos pela rua da Ilha, mais uma paragem no cruzamento com a Rua da Alegria, e Rua Couraça de Lisboa, mais umas escadas até ao momento dos sapatos!!

Largo da portagem, tivemos o momento coca-cola na Ferreira Borges, e prosseguimos até novamente à praça da República, para o momento taxi... (até à casa Cor de rosa)

palavras sem letras

agora não!

vou queimando entre uns meses e outros, por meio de anos até ficar com dores de exageros, e ficar exausto de quase não conseguir respirar
e por fim
caío
caío, e fico ali, à chuva, ao vento, num desgaste perpétuo sem ninguém dar conta!

AMEN

saíu!
saíu, num espirrar causado por uma brisa que entrou pela janela meio aberta.

música,
um dia faço uma e envio-te pelo correio
num postal que já ninguem usa
é uma forma de não te esqueceres!